Sábado, 6 de maio – vitórias e derrotas

Hoje foi o dia da aula de tecido acrobático. Hora de por o collant e grampos no cabelo.

Vou colocar uma foto aqui da minha primeira aula de tecido acrobático, em 2015. Só para quem não sabe o que é tecido acrobático ter uma ideia.

foto 1 (1)

Eu voltei a fazes aulas de tecido recentemente, mas estava tendo muita dificuldade. Até fiquei algumas semanas sem ir, porque cismei que precisava emagrecer primeiro, para só então conseguir fazer os truques (quase todos eles exigem a força de sustentar o peso do próprio corpo com os braços).

Felizmente eu fui na aula de hoje. E eu consegui subir no tecido até o fim dele (não, não é todo mundo que consegue fazer isso)! E consegui fazer todos os exercícios (também não é todo mundo que faz isso)! Infelizmente, no fim da aula, eu estava com cãibra nas duas pernas, com espasmos nos braços e não conseguia fazer os truques, mas tudo bem… Foi uma grande vitória.

Ter perdido cerca de 6kg de gordura e ganho 2kg de massa magra nesse intervalo que fiquei sem ir às aulas de tecido ajudou. Ajudou muito.

 

Mas posso ser chata?

É um pouco triste considerar como uma vitória algo que em 2015 eu fazia com relativa facilidade.

😦

Esses últimos anos não foram fáceis para mim. Perdi muitas coisas.

 

 

 

E a derrota? Eu conto.

Eu fazia faculdade de medicina, porém precisei trancar o curso. Eu parei no final do quarto ano. Não cheguei a começar o internato – que é quando os estudantes de medicina fazem estágio no hospital, no quinto e sexto ano da faculdade.

E eu estou extremamente triste porque hoje é o primeiro plantão do M., que está no quinto ano de medicina. Ele era meu calouro da faculdade.

Dói muito. Eu estou vendo alguém que era meu calouro passando na minha frente. Estou ficando cada vez mais para trás.

Estou ocupada catando os pedaços do que eu costumava ser, enquanto meus antigos colegas aprendem a fazer cesáreas, discutem casos clínicos, aprendem, fazem, progridem…

Quando penso nessas coisas, eu entro em um desespero profundo e começo a reviver os últimos dois anos, tentando achar quando tudo começou a dar tão errado. Eu queria encontrar um ponto em que, se eu tivesse feito ALGUMA COISA DIFERENTE a história poderia ter sido outra e eu poderia estar feliz – e formada dentro de alguns meses.

Mas esse futuro alternativo não existe. Tudo o que existe para mim é a derrota.

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