Quarta-feira, 17 de maio – Tédio

Estou no meu apartamento, onde moro sozinha, porém minha mãe está aqui. Isso faz com que eu me sinta metaforicamente castrada. Não sinto liberdade para fazer nenhuma das coisas que gosto.

Mal posso esperar para ficar sozinha de novo.

 

Mais tarde vou ao shopping acertar os detalhes da minha viagem para Fernando de Noronha na CVC e enquadrar a minha pintura da Harumi Hironaka. Estou ansiosa para colocar o quadro na parede.

Depois disso tem a academia… Bleh. Estou me esforçando na minha dieta e nos exercícios para poder ir viajar com o peso mais próximo possível do que era o meu habitual. Gordofobia? Nem é isso. Só quero conseguir entrar nas roupas que eu tenho.

A minha aparência não é o grande problema de eu ter engordado. Continuo bonita (pelo menos é o que eu acho!). O problema é que as minha roupas não me servem (e elas eram uma parte importante da minha identidade) e que esse ganho de peso é uma lembrança de uma época triste, em que eu estava deprimida de um jeito inimaginável.

Depressão é algo totalmente diferente de tristeza. É mil vezes mais desesperador e mais profundo. A depressão cria raízes por toda a alma e corpo da pessoa e a impede de viver.

 

Mas vamos parar de falar sobre isso, certo?

Chega de assuntos tristes.

SS.

 

IMG_0380

Foto digital – Paris

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