Borderline na mídia

Recentemente, houve o caso do filho de uma desembargadora, que usou o Transtorno de  Personalidade Borderline (TPB) para se ver livre do presídio. A situação é polêmica e tem ares de malandragem.

Mas, como seria de se esperar, isso fez com que o público se interessasse por saber o que  é o tal do Transtorno de Personalidade Borderline, que é, de fato, bem pouco conhecido. Em resposta a esse interesse, surgiu, na mídia nacional, uma matéria explicando o TPB, e eu vim mostrá-la a  vocês.

 

Ela é do dia 8 de agosto e foi feita pela Veja.

Você sabe o que é transtorno borderline?

Primeiro, o nome no título da matéria está incorreto. Não é “transtorno borderline”, mas  sim, Transtorno de Personalidade Borderline.

A imagem usada pela revista, de um antebraço com diversos cortes, é forte e desagradável, mas eu gostei da decisão de usá-la. Amenizar a realidade e não falar de temas pesados como a auto-mutilação e o suicídio só aumenta o tabu ao redor deles. Assim, diminuiem as chances de alguém com esses problemas sequer conseguir falar abertamente sobre o que está passando.

Eles mencionam brevemente o tratamento da condição, indicando que ele é farmacológico E psicoterápico (uma modalidade não exclui a outra). Ainda, ressaltam que  o diagnóstico do transtorno só pode ser feito por um psiquiatra, o que é excelente nessa época em que o Dr Google é tão consultado.

Eu critico o uso da expressão “acessos injustificáveis de raiva” pela jornalista. O certo seria dizer que os paciente possuem “acessos desproporcionais de raiva”.

Sempre vai haver uma justificativa para a raiva do paciente borderline – nós não ficamos enraivecidos do nada. A diferença é que, perante a mesma situação, uma pessoa sem o transtorno ficaria apenas aborrecida, enquanto a borderline fica completamente irada.

Isso acontece porque as pessoas com TPB são mais sensíveis – elas sentem as ofensas de forma muito mais intensas. Logo, pela perspectiva do borderline, aquela pessoa que foi um pouco ríspida com ele, mereceu ser mandada para aquele lugar SIM! Afinal, os sentimentos da pessoa borderline foram profundamente feridos por aquela rispidez mínima… Sob a perspectiva do borderline, a raiva É justificada.

Ser tão sensível perante o mundo e tão intenso na expressão dos seus sentimentos é muito difícil. Isso causa uma incapacidade muito grande para controlar a raiva.

 

 

Por favor, se vocês gostam de ler o que eu escrevo, deixem comentários nos perfis dessas editoras pedindo que o meu blog vire livro!

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